|
(CENA 1 – GALPÃO
ABANDONADO/INT./DIA)
Dentro do galpão
está Gustavo, amarrado e amordaçado.
Rodrigo – oi
Gustavo! Pronto pro seu fim?
Gustavo olha
assustado para Rodrigo.
Rodrigo – você não
sabe como eu sonhei com isso. Você não sabe como eu
esperei esse dia chegar. O dia que eu finalmente estaria
superior a você, o dia que você iria deixar de ser uma
pedra no meu sapato. Sempre foi assim, não é Gustavo?
Você sempre foi superior a mim, todo mundo sempre te
achou mais bonito, você sempre foi mais popular. Mas
agora tudo isso acabou, Gustavo, acabou. Fim da linha
pra você. Você não devia ter se intrometido na minha
vida. E agora isso de que somos irmãos... É o cúmulo!
Acabou, Gustavo, minha hora de ser feliz começou, a sua
acaba agora!
Rodrigo pega um
garrafa de álcool que se encontra dentro do galpão, a
abre e faz uma roda de álcool em volta de Gustavo, que
continua com um olhar muito assustado.
Rodrigo – você vai
morrer como merece, encurralado pelo fogo que nem um
escorpião!
(CENA 2 – CASA DE
GUSTAVO/INT./DIA)
Carlos chega em
casa. Ele encontra Adriana sentada no sofá, séria.
Carlos – oi amor,
hoje eu fechei a oficina mais cedo, to com um pouco de
dor de cabeça.
Carlos vai beijar
Adriana, mas ela o afasta.
Carlos – o que
aconteceu?
Adriana – não
adianta fingir mais, Carlos, eu sei que você e Antonia
são amantes, que nunca se separaram durante todo esse
tempo e que você tem outro filho com ela.
Carlos fica
surpreso.
Adriana – eu não vou
gritar, fazer barraco, chorar... Eu simplesmente te digo
que minha confiança em você acabou. Eu achei que você me
amasse, mas não, você preferiu esconder de mim que
gostava da Antonia. E quando acaba a confiança, Carlos,
também acaba o casamento, e o nosso acaba aqui.
Carlos – eu não vou
mentir Adriana, eu amo a Antonia ainda. Mas também gosto
de você.
Adriana – eu não
quero ouvir mais nada. Eu quero você fora dessa casa,
Carlos. Hoje mesmo.
Carlos – tudo bem.
Se você prefere assim... Eu sinto muito que uma união
tão sólida quanto a nossa tenha terminado assim, de uma
maneira tão fria.
Adriana – você quis
assim, Carlos, você.
Carlos – e quem te
contou tudo isso?
Adriana – o Paulo,
ex-marido da Antonia.
Carlos – ex? Então
quer dizer que os dois se separaram?
Adriana – sim.
Carlos – eu vou
fazer minhas malas então.
Carlos vai para o
quarto fazer suas malas. Adriana chora na sala.
(CENA 3 – CASA DE
JÉSSICA/INT./DIA)
Jéssica está à beira
da piscina de sua casa. Jéssica está fazendo uma ligação
pra celular.
Jéssica – droga!
Tanto o celular do Rodrigo como do Gustavo estão fora de
área...
Jéssica se lembra de
algo.
FLASH BACK
Jéssica e Rodrigo
chegam a um galpão abandonado.
Jéssica – que lugar
feio, Rodrigo!
Rodrigo – é... Eu me
refugiava aqui quando criança. To guardando esse lugar
pra uma coisa.
Jéssica – que coisa?
Rodrigo – um dia eu
ainda vou matar o Gustavo... E vai ser aqui!
Jéssica olha
assustada para Rodrigo.
VOLTANDO À
ATUALIDADE,
Jéssica – droga!
Agora que o Rodrigo descobriu que é irmão do pior
inimigo pode ser capaz de tudo. Eu preciso fazer alguma
coisa! Não posso deixar o Rodrigo matar o homem que eu
amo!
Jéssica sai
apressada.
(CENA 4 – GALPÃO
ABANDONADO/INT./DIA)
Rodrigo pega em seu
bolso uma caixa de fósforos. Tira um fósforo e o
ascende.
Rodrigo segurando o
fósforo aceso – é o seu fim, Gustavo!
Rodrigo joga o
fósforo da roda de álcool. O fogo se espalha em volta de
Gustavo, que fica apavorado.
Rodrigo dá
gargalhadas, nunca esteve tão feliz em toda sua vida.
Rodrigo sai, rapidamente, do local.
(CENA 5 – CASA DE
RODRIGO/INT./DIA)
A campainha toca, a
empregada da casa atende.
Empregada – pois
não?
Carlos – a Antonia
está?
Empregada – está
sim, vou chamar. Quem é o senhor?
Carlos – diga que é
o Carlos.
A empregada vai
chamar Antonia. Em alguns instantes, Antonia aparece na
sala.
Antonia – Carlos? O
que é que você está fazendo aqui?
Carlos – a gente
precisa conversar.
(CENA 6 –
ESTRADA/DIA)
Na estrada, Rodrigo
dirige seu carro.
Rodrigo – saiu tudo
perfeito. Essa hora ele já deve ta torrando que nem
churrasquinho. Dessa vez o Gustavo não vai ter
escapatória.
Rodrigo sorri.
(CENA 7 – GALPÃO
ABANDONADO/INT./DIA)
Jéssica estaciona
seu carro frente ao galpão. Ela adentra o local e vê a
roda de fogo em volta de Gustavo.
Jéssica grita –
GUSTAVO! E agora, meu Deus? O que eu faço?
Jéssica sai do
galpão, vai até uma mina que tem do lado, tem um balde
lá, Jéssica pega o máximo de água de pode, adentra o
galpão e joga no fogo, o fogo abaixa, mas não apaga.
Jéssica repete a ação. O fogo apaga.
Jéssica tira a
mordaça de Gustavo e o desamarra. Gustavo está
desacordado. Ela verifica o seu pulso.
Jéssica – graças a
Deus, ta vivo!
Jéssica tenta
reanimar Gustavo.
(Encerra com a
música Eu vou – Perlla)
|